domingo, 20 de agosto de 2017

SONETO DECASSILÁBICO PORTUGUÊS - Aluno de Poesia (VM-MC)


ALUNO DE POESIA
Márcio Catunda *(quartetos) 
Vianney Mesquita **(tercetos)


A indignação faz versos. 
(Décimo Júnio JUVENAL)





O bálsamo vital de tua virtude
Derrama festivais nos nervos meus.
Provenho da sidérea infinitude
Da música de arcanjos corifeus.

Livrei-me do tormento como pude!
Por bem-aventurança clamo a Deus!
A cura espiritual da inquietude
Deita na fé a esclarecer os breus.

Desvio-me de mal tudo o que havia
E, agora, então, peremptoriamente,
Ao permutar o fel por ambrosia,

Recolho o nobre e descarto a lia
E eis que, pois, definitivamente
Vou me matricular na poesia!









  


CRÔNICA - Marcha das Vadias (JPG)


Marcha das Vadias
João Pedro Gurgel*
        

Nunca entendi como a igualdade pode ser plena onde não há respeito. Também nunca entendi como obscenidade pode demonstrar democracia.

Vou ser direto. Durante a visita do Papa Francisco à Jornada Mundial da Juventude, um grupo acéfalo de manifestantes deu procedência à Marcha das Vadias, tendo, inclusive, trocado insultos com os peregrinos da Jornada.

Em uma demonstração pública de esquizofrenia ideológica, o grupo acéfalo exigia a repetida pauta de legalização casamento gay e da legalização do aborto. Até aí, tudo bem. Porém, como se não bastasse, manifestantes chutaram imagens e passaram a demonstrar sua hostilidade com os símbolos sagrados.

Ao ver isso, não posso deixar de pontuar tamanha ignorância pública. Estamos estragando o País quando achamos que a democracia reside na aberta manifestação de libertinagem. Apesar de termos falhas no nosso sistema político, a baderna e o desrespeito maquiados de atitudes "chocantes" não devem ofuscar o respeito que temos (ou, pelo menos, deveríamos ter) entre nós.

O cerne da questão reside em grupos que querem ser aceitos, mas não aceitam ninguém. O Papa Francisco, não é só Papa – é também Chefe de Estado, sendo merecedor de honrarias à altura. Tecnicamente, ironizar, hostilizar e insultar a religião de um Chefe de Estado não me parece uma atitude sábia para alcançar um objetivo legal qualquer.

Além disso, qualquer iniciativa “democrática” deve ser respaldada como tal. Na busca da legitimidade, os defensores da Marcha das Vadias encaram a sensata realidade de que suas políticas estão fora do gosto popular. Nesse momento, é que vemos que a máscara de democracia esconde a face do caos, da libertinagem e do totalitarismo.

Por fim, merece mesmo parabéns o Papa Francisco que, em tom sereno, consegue incitar os fiéis a pensarem sobre caridade, boas ações, moral, ética e respeito. O Papa gostaria de ver homens de Deus na política, no centro das decisões de nossa democracia, ungidos pelo Espírito Santos na condução de seus trabalhos. E, sinceramente, eu concordo.


SONETO DECASSILÁBICO PORTUGUÊS - Vitória de Pirro II (VM-MC)


VITÓRIA DE PIRRO II
                                                      
Márcio Catunda *(quartetos) 
Vianney Mesquita **(tercetos)


Mau vencedor é quem da vitória se arrepende (Lúcio Aneu SÊNECA)




Gera-me a vida um transitório Doge
De uma Veneza ainda não cidade.
A qualquer bairro vou, como quem foge
Do tédio, em busca da felicidade.

Abomino a geral vulgaridade,
Levo um punhado de versos no alforje
Conc(s)erto a alma na serenidade,
Nos andamentos cadenciais de um jorge.

Os pés, porém, trazidos no dobrel,
De inopino, se transfunde em fel.
Prospero, entanto, a empunhar o esbirro.

De paz – pensei – a essência conc(s)ertada,
Mas era ledo engano, chincalhada:
Aconteceu mais um revés de Pirro!









ARTIGO - Democracia é Tolerância (RMR)


DEMOCRACIA É TOLERÂNCIA
Rui Martinho Rodrigues*


Democracia é, entre outras coisas, tolerância. Mas não ilimitada. Democracia não tolera a intolerância. Noruega e Alemanha sabiamente tipificaram como crime as manifestações neonazistas, incluindo o racismo, o antissemitismo e demais condutas antissociais supostamente escudadas em valores morais. Em boa hora o Brasil também criminalizou as condutas citadas. Agressões não devem ser toleradas.


Manifestações públicas que incorram nos crimes citados são apologia da ilicitude. Devem ser reprimidas pelo Estado. Particulares, individualmente ou em grupos, na forma de movimentos políticos ou sociais que chamem a si a persecução penal, usurpando a prerrogativa do Ministério Público, incorrerem no exercício arbitrário das próprias razões, nos termos do ordenamento jurídico brasileiro, capitulado no Código Penal.

Nos EUA, em nome da liberdade de expressão, a Constituição, conforme a interpretação da Suprema Corte, assegura a todos o direito de manifestar suas ideias políticas, inclusive nazistas, racistas, antissemitas e o que mais houver. É um erro tolerar a intolerância. Cabe ao legislador norte americano corrigi-lo.

Não cabe, todavia, aos particulares, individualmente ou em grupo, nas associações e movimentos políticos ou sociais, reprimir a intolerância racista, nacionalista, religiosa, política ou de qualquer espécie, chamando a si a tarefa que deveria ser do Estado. A privatização do poder de polícia não consta do cardápio político nem do mais convicto dos liberais. A inconformidade política não pode se expressar pela violência, ainda que arrimada na mais justa das inconformidades.


Nos EUA nazista e racista ganharam as ruas. Inconformados, conscientes de que não se pode tolerar a intolerância, organizações políticas e sociais partiram para o enfrentamento. Foi a privatização do poder de polícia o caminho da radicalização. Foi uma repetição dos atos de inconformidade diante dos resultados eleitorais das últimas eleições presidenciais americanas.

É, ainda, a repetição da conduta expressa no refrão “na lei ou na marra”, usado no Brasil por quem se acha certo e se inclina pelo uso da força e a ruptura institucional quando contrariado. Manifestações neonazistas, racistas e assemelhadas são casos de polícia. Não podem nem devem ser combatidas por movimentos sociais ou políticos.


Porto Alegre, 17 de agosto de 2017


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

POESIA DE ESTRO MITOLÓGICO - Caixa de Pandora (VM-MC)


CAIXA DE PANDORA
Vianney Mesquita (quartetos)*
Márcio Catunda (tercetos)**


Na escala do mal não há derradeiro degrau.
(F.D. GUERRAZI)



Em sisifista e rígido trabalho,
Já sem aquela robustez d’outrora,
Zeus me doou, também, em rude talho,
Renovada boceta de Pandora.

Supus, por conseguinte: desde agora,
É minha vez de abandonar o malho.
Mas no pensar, inóxio, de ir embora,
O corpo umedeci de acre orvalho.

Ao ponderar sobre a predita Caixa,
A outra Diva de dons e talentos,
Assim mimoseada por Atena,

Notei, porém, que a situação se encaixa –
Sem o influxo de eólicos bons ventos –
Em nada mais do que opressiva pena.










terça-feira, 15 de agosto de 2017

ARTIGO - Reforma ou Cambalacho?


REFORMA OU CAMBALACHO?
Rui Martinho Rodrigues*



Anuncia-se uma reforma política. Discutem se a reforma é política ou simplesmente eleitoral. É discussão menor, centrada em uma firula semântica. Outra discussão, mais grave, voltada para um aspecto importante, é se teremos uma reforma política ou um cambalacho dos deputados e senadores, preocupados em escapar da degola que se anuncia nas próximas eleições. Dizem o óbvio. É claro que legisladores se preocupam com a própria sobrevivência e que as eleições promoverão uma grande renovação do Congresso. Em 2014 não voltaram à Câmara dos Deputados 43% dos seus integrantes. O índice de renovação foi alto. Tem sido sempre.

Podemos concluir que o problema é renovar. O nosso Parlamento, reconhecidamente ruim, é um dos que mais renovam os seus integrantes. O equívoco se radica na ideia de que o problema são as pessoas, ao invés do aperfeiçoamento das instituições. 

Max Weber, quando da discussão da Constituição alemã de 1919, defendendo o fortalecimento do parlamento, opondo-se aos que diziam ser péssima a qualidade dos deputados germânicos, desmerecendo o fortalecimento do Legislativo, comparou os parlamentos britânico e alemão, atribuindo a melhor qualidade dos primeiros ao fato de exercerem o poder. Isso os obrigava a agir responsavelmente.

Haverá casuísmo na reforma em curso. A reeleição é o alvo dos legisladores. Mas não esqueçamos que as eleições são uma incerteza. O próximo pleito não será tão rico como os anteriores, por mais que o financiamento público seja inflado e os novos nomes sofram restrição por parte dos donos dos partidos e se prejudiquem com a restrição financeira e publicitária, os veteranos têm uma desvantagem: são desacreditados.

O distritão, com todos os inconvenientes, não é tão grave como se tem proclamado. Enfraquece os partidos, exceto quando não existam. O importante é que a fonte de recursos está secando. O fim do voto proporcional e os inconvenientes do distritão abrem o caminho para o voto distrital, puro ou misto. Este é muito complicado para o eleitor mediano e mantém em parte os inconvenientes do voto proporcional.  Será, ainda assim, um avanço.


Porto Alegre, 14 de agosto de 2017


sábado, 12 de agosto de 2017

SONETO - Lembrança de Contraste (VM)


LEMBRANÇA DE CONTRASTE
(Padre Antônio Thomás)

*Márcio Catunda (quartetos)
**Vianney Mesquita (trísticos)


Em nós existem dois seres: o autor e o espectador. 
Henryk. Sienkiewicz  
Escritor polaco 
Nobel de 1905 – 1846-1916




Da infância, o lindo afã são as cantigas
Levadas pelo adulto vida afora.
Eram os dias jardins sem urtigas,
Água ensombrada em mansidão da hora.

Num tempo de colher doces espigas
Que a gleba do sentir não descolora,
O peregrino não teme as fadigas.
Ao ter saudades do êxtase d’agora.

Lépidas, entanto, aportam a adolescência,
A adultidade e a pronta senescência,
Para a infrene descensão da escada.

E, disparada, a degenerescência,
Celeremente, nos vêm dar ciência
De ser verdade o já não sermos nada.





quarta-feira, 9 de agosto de 2017

NOTA JORNALÍSTICA - Relançamento de "O Cearense"


TRATADO
 DA
“CEARENSIDADE”
DE 
PARSIFAL BARROSO
É RELANÇADO


O jovem empresário Igor Queiroz Barroso, 12º Membro Benemérito da ACLJ, revela sua natural vocação para integrar a confraria de imortais – não apenas pela sua disposição de praticar benemerência cultural.

Ele tem manifestado uma sadia compulsão de preservar a memória cearense, de valorizar a nossa literatura, de estimular a cultura e a virtude entre nós, predicados característicos de um acadêmico titular da ACLJ, pois essas condutas correspondem exatamente ao lema da entidade.

Após ingressar na nossa instituição, Igor Barroso fundou o Instituto Myra Eliane, entidade sem fins lucrativos que ele dotou com o nome de sua mãe, precocemente falecida, e que visa promover ações sociais e culturais, em prol dos valores morais e éticos, a partir da educação infantil.

Agora, Igor Barroso, por intermédio do instituto que fundou e preside, lança a segunda edição do livro “O Cearense”, da lavra de seu saudoso avô paterno, o professor, advogado, jornalísta e político Parsifal Barroso, obra escrita e publicada originalmente nos anos 60, e que constitui verdadeiro tratado antropológico sobre a “cearensidade” – expressão timbrada pelo autor em seus trabalhos literários.

A solenidade de lançamento da 2ª Edição de O Cearense ocorreu na noite de ontem (08.08.17), no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, sob a presidência do titular da Casa, Deputado José Albuquerque, e contou com a presença de uma seletíssima plateia de empresários, políticos, intelectuais e jornalistas. 

A ACLJ esteve representada por seu Presidente, Reginaldo Vasconcelos, por seu presidente Emérito Rui Martinho Rodrigues, por seu Secretário Geral Vicente Alencar, por seu Membro Titular Djalma Pinto e por seu Membro Benemérito José Augusto Bezerra.



Ao final, Igor Queiroz Barroso, que prefacia a nova edição, autografou exemplares da obra de seu avô, oportunidade em que posou para fotografias com os presentes mais diletos.




Nas imagens colhidas no evento, das colunas sociais eletrônicas Frisson, do Portal Cnews, e Balada In, do jornalista Pompeu Vasconcelos, destacamos: Regis Barroso, pai de Igor; o Presidente e o Presidente Emérito da Academia Cearense de Letras, Ubiratan Aguiar e José Augusto Bezerra; Aline Barroso, consorte de Igor;  o Chanceler Edson Queiroz Neto, primo seu; e Reginaldo Vasconcelos, Presidente da ACLJ.




segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ARTIGO - Caos (HE)


O CAOS
Humberto Ellery*


Um grande Economista casualmente presenciou uma discussão entre uma prostituta e um arquiteto. Dizia a prostituta que ela exercia a mais antiga profissão do mundo, fato que é amplamente aceito pela sociedade. No entanto, o arquiteto argumentou que quando Deus criou o mundo estava fazendo uma obra de arquitetura, portanto sua profissão era a mais antiga.

Nisso o economista entrou na conversa e perguntou ao arquiteto o que havia antes da Criação. Diante da resposta de que antes da Criação só havia o caos, o economista respondeu: Olha os economistas aí!

Os “especialistas” em economia que a Rede Globo convida para opinarem sobre o atual momento econômico vivido por nosso País, certamente pertencem à escola do economista da piada.

Recentemente, uma dessas sumidades femininas, ao comentar que a inflação no nosso País estava em um forte declínio,  com grande empáfia sentenciou: “É verdade, mas isso não é motivo para comemorações porque é apenas o resultado da forte recessão e do elevado desemprego!”.

Como ainda não existe uma interação entre os telespectadores e os apresentadores da TV, fiquei com pelo menos duas perguntas engasgadas.

Primeira: Recessão onde, Doutora? Sendo assim, por que nos últimos meses do (des)governo Dilma, quando a recessão era realmente bem forte e sem dar o menor sinal de reação, com estagnação do PIB (0,1%) em 2014, queda do PIB em 2015 (3,8% - pior resultado em 25 anos), e nova queda (3,6%) em 2016, o desemprego já passava de 13% e a inflação continuou subindo?

A outra pergunta era se a Doutora já ouvira falar em estagflação.

Esse termo, que define estagnação econômica com inflação,  surgiu nos anos setenta, na esteira do “choque do petróleo”, e de forma bem sucinta. Podemos dizer que a estagflação deriva da elevação da percepção do risco, que leva a uma desvalorização descontrolada do câmbio, que por sua vez dificulta enormemente o combate à inflação e afeta negativamente a taxa de juros, e que era uma ameaça real ao nosso País se não tivéssemos derrubado a Dilma.

Hoje estaríamos no caminho da outrora próspera Venezuela (país mais rico da América do Sul no início dos anos 90, até que chegou por lá o tal do Socialismo Bolivariano). 

Mas não é o que está acontecendo agora no Brasil, que a economia começou a crescer (timidamente, mas cresce) e a curva do desemprego, que era ascendente, está vivenciando uma inflexão para baixo, com aumento da taxa de emprego, também de forma ainda tênue, mas consistente.

Não acredito que a economista entrevistada estivesse tão distraída que não observasse os primeiros movimentos do Presidente Temer, há cerca de um ano, quando adotou o teto de gastos (assumindo toda a dificuldade de governar que isso implica), com suas escolhas da mais brilhante equipe de gestão da economia de todos os tempos, com a formulação da lei das estatais indicando para dirigi-las técnicos probos e competentes (que nunca se viu nos governos petistas).

Para não falar no fim do crédito subsidiado e demais reformas estruturais, o financiamento tempestivo de uma safra agrícola recorde, a reforma trabalhista, as outras reformas em andamento, como a tributária e, principalmente, a previdenciária.

Cito ainda  o equilíbrio das contas externas, que fizeram surgir um ativo importantíssimo que se chama credibilidade,  tudo isso contribuindo para a percepção de um risco cambial baixíssimo, abrindo um cenário de confiança propício à queda da inflação, e à consequente e cuidadosa diminuição da taxa de juros Selic.

Eu, sinceramente, não sei se é cegueira ideológica ou simplesmente canalhice, mas a verdade é que só não enxerga o Brasil saindo do atoleiro aqueles que continuam enxergando Democracia na Venezuela.






COMENTÁRIO:

Eu tenho investido muito em livros que tratam do PT, incluindo alguns com a tendenciosa cegueira de autores comprometidos ideologicamente com o Petismo/Lulismo, em respeito ao principio do contraditório.

Esse "hobby" aperta o meu orçamento de bancário aposentado, mas me conforta por conhecer, não tanto quanto o ilustre amigo, esse pessoal que levou o Brasil a beira do caos.

Robustece-me saber que alguém (e acho que muitos outros que silenciam), está conosco nessa luta pela desmontagem e desmascaramento dessa Organização Criminosa, cuja definição consta do final do voto do ilustre Ministro do Supremo Celso de Mello quando do julgamento do mensalão.

Nós não apostamos no “Homem”, mas apostamos no projeto. Se o Temer, pelas acusações frágeis, não pode ser Presidente, teríamos que admitir que condenados e criminosos não possam fazer filantropia.

José Augusto Câmara

Voto do Ministro:

Livros sobre o PT:


APELO ACADÊMICO - Reitor com Ato Insólito (VM)


REITOR PRO-TEMPORE
ESTREIA COM ATO INSÓLITO
Vianney Mesquita*


É fácil chegar à maldade, pois a estrada que a esta conduz é suave. (Hesíodo).


O reitor pro-tempore da UNILAB–Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Redenção-CE) é agora o facultativo, professor e pesquisador da UFC, Anastácio Queiroz Sousa, nomeado dirigente-mor dessa Instituição federal do Ceará em 7 de março passado, conforme Portaria do Ministério da Educação.
Como depreende o leitor, a notícia é “jornal de ontem”, no entanto, está vinculada a uma matéria circulada em 17.06.2017, neste diário eletrônico, assinada pelo Prof. Dr. Casemiro Silva Neto (Bases Para a Reflexão Interdisciplinar) acerca de um livro nosso em parceria com a Prof.a Dr.a Fátima Portela Cysne, a qual é ali mencionada.

Chama a atenção fato de o citado administrador acadêmico, numa atitude esquisita e não urbana, tampouco civil, haver demitido a Professora Cysne de um cargo em comissão na UNILAB, mesmo ela estando afastada por ordem médica para tratamento de sequelas oculares, em razão de acidente ocorrido ali mesmo, em serviço, no campus de Redenção. Tal comportamento, decerto, colide com as regras trabalhistas, quando menos, vai de encontro aos procederes consentâneos da mais rasa ideia de cidadania.

Acresce o evento de gravidade moral (sem se fazer referência à situação de fragilidade carreada pela doença – e, ainda mais, sendo ele médico), quando o Reitor sequer conversou com a Professora, por carta, e-mail, telefone ou qualquer medium, dando-lhe conta da demissão, tal como houvesse ela perpetrado grave ilícito para insertar na Lava-Jato.

Não se manifesta dúvida acerca de o lugar-moto deste comentário ser dele, pelo menos por curto tempo – pois nem mandato tem. Isto, entretanto, não é modus operandi de um cristão-católico, de comunhão diária (conforme é a Professora Cysne, também), membro da Sociedade Médica São Lucas, porque dissente, em absoluto, dos propósitos cidadãos e condutas vazadas na urbanidade.

Que o mencionado Reitor, quando for receber a Comunhão, se lembre deste seu dislate e deixe a ingestão do Santo Viático para outra oportunidade, após se consertar, pois pode acontecer de a Espécie ter efeito-boumerang e virar C21H22N2O2 – a velha estricnina.

Repense, “magnífico”! Prospere com a demissão, se for o caso, porém, DEPOIS DE TERMINADA A LICENÇA da Professora, converse com ela, que é gente e faz parte da fina flor universitária cearense.

Habilite-se a ser Magnífico Reitor, de mandato temporalmente determinado, com os votos dos três segmentos universitários – discentes, professores e técnico-administrativos!
Não entre perdendo!






COMENTÁRIO:

Estimado Professor João Vianney Mesquita,

É com profundo respeito e gratidão que eu e minha família recebemos sua defesa à minha pessoa, contra o ato insólito do Reitor Pro tempore da Unilab, Universidade Maravilhosa da qual faço parte desde 17 de maio de 2011.

Nunca pensei em vir a ter de um reitor de universidade pública tratamento de pessoa desqualificada e merecedora de punição, e que V.Sa, insigne professor, viesse em meu socorro, pela vontade de Deus.

Nosso mais sincero agradecimento.
Que Deus lhe pague.

Maria do Rosário de Fátima Portela Cysne e Família